terça-feira, 29 de junho de 2010

Eu Tenho Uma Caixa de Pescador

Sim, eu tenho uma caixa.


Quando eu era criança eu ia algumas vezes (sempre nas sextas-feiras) com meu falecido avô ao mercado. Me lembro que eu ia mais pq eu gostava de passear de ônibus. Hoje eu agradeço, mas passo! Em uma destas sextas-feiras, eu me lembro que era no antigo Real, onde hoje é o Big, nós passamos pela área de pesca. Eu vi uma caixa. Akelas caixas de pescadores, da menorzinha, cinza claro. Eu me lembro que eu queria aquela caixa. Pra quê era outra histórias, mas eu queria aquela caixa. E assim como muitas outras coisas da minha infância eu ganhei aquela caixa. Meu avô comprou ela pra mim. Se não me engano por um tempo eu guardava meus "hominhos" nela. Aí eu cresci.


Eu sempre fui muito envergonhado. Modéstia a parte tmbem sempre fui muito querido, hehehehe. Sim, modéstia a parte, obviamente, rs. Mas de certa forma é verdade. Quando eu tava crescendo, eu recebia cartas de amigas de escola contando alguma coisa, de parabéns de aniversário, ou aqueles meros bilhetes trocados em sala de aula que passam de mão em mão. Recebia cartas também de uma amiga muito querida que eu tinha na época do Icq. Ela era de São Paulo. Fomos amigos por muitos anos. Apesar de não nos falarmos mais eu guardo um carinho grande por ela, ela me ajudou muito.

Enfim, quando eu recebia isso, não sei por quê razão, mas eu guardava. E quando meus "hominhos" se foram, era nesta caixa de pescador que ficava o que eu recebia. Hoje, revirando meu guarda roupa, eu encontrei esta caixa. Ela estava com um cadeado azul, daqueles de senha de 3 numeros. Eu não lembrava a senha. Há pelo menos 5 anos eu não abria esta caixa. Tentei todas as combinações até conseguir abrir. Me deu vontade de ver o que tinha lá dentro...


Não me perguntem como ou pq, pq eu não sei responder, rs, mas eu axei algumas coisas lá dentro que eu nunca imaginaria... Encontrei o pacote do primeiro pacote de camisinhas que eu comprei, rs. É uma história engraçada, rs, mas eu conto outro dia... Encontrei um boletim de 2002... encontrei carteirinhas da Unimed... encontrei estes bilhetinhos de monte... encontrei uma chave... encontrei uma fitinha de gravador...


Até aí tudo certo. Passei os olhos por cima dos bilhetes e descobri que eu fiquei tempo demais sem guardar coisas. Hoje eu guardaria muitas coisas que eu recebi nos últimos anos... cartas, bilhetes, cartões, crachás e muitas coisas, vindas de pessoas que hoje não fazem mais parte da minha vida, e talvez eu nem queira ver nunca mais, mas que fizeram parte de mim de um jeito ou de outro. Só pra recordar... E é o que eu volto a fazer. Guardo coisas que possam ser importantes...



Mas o que eu queria dizer é que só uma carta que eu encontrei eu li inteira... e eu li ela ouvindo a música abaixo. Dá o play! Eu vou escrever ela na íntegra...






Escrita em computador, impressa em letra azul, e com uma carinha com uma língua de fora na assinatura, dizia a carta...



Carta a um Amigo.


Carambeí, 11 de Maio de 2005.



Eduardo.


Oi Dudu, hoje pensei em você, entrei no seu blog e conheci um pouco da sua história, um pouco dos seus medos, sentimentos, problemas e dúvidas, e confesso que tenho muito em comum com o garoto de 87, posso até dizer que sou uma garota de 87, um dia eu te conto.

Voltando a você, acho que entendi aquela conversa. Talvez ainda seja um pouco cedo pra dizer, mas gostaria que me considerasse uma amiga com A maiúsculo e em negrito pra fortalecer, e que soubesse que pode contar comigo sempre que achar necessário, e isso não é da boca pra fora, ahhh eu sempre acabo sendo chata, não vou te culpar se daqui um tempo você passar a me odiar, brincadeirinha.

O legal dessa história é que você está vencendo os obstáculos, te admiro por isso..., e quanto a saudade, ela é muito importante e valiosa; não podemos viver de passado, por isso fazemos novos amigos que talvez não sejam iguais aos outros, nem tão especiais, nunca vão substituir as pessoas que julgamos ser verdadeiros amigos, mas com certeza estes novos amigos podem fazer muita diferença, e a melhor parte de tudo isso é que existem aqueles que foram amigos no passado, são no presente e se Deus permitir também serão num futuro não muito distante. Entendo você, entendo o que sente, e acredite se você é louco, encontrou uma amiga que também é, que tal falarmos mais sobre isso um dia?

Bem finalizando, adorei conhecer você, adorei ir pra faculdade, mesmo sabendo que o colegial foi a época mais legal da minha vida, mesmo não podendo levar meus amigos e as pessoas que gosto comigo, acabei descobrindo que a coisa que mais gosto de fazer é conquistar, e não quero conquistas materiais, e sim conquistar novos amigos, assim como você.

Então Sr. Fumaça, não sei se posso e se quero substituir seus amigos, apenas gostaria de ser tão importante pra você quanto eles, e pode apostar vou me esforçar pra isso, não sei exatamente porque, mas gosto muito de você. Desculpe se exagerei, eu sou assim mesmo.


Um grande abraço...
Jéssica Santos






E desde este dia lá se vão 5 anos...

A carta foi guardada do mesmo jeitinho que tava, na mesma caixa, com o mesmo cadeado, com as mesmas coisas. Quem sabe daqui outros 5 anos eu não conto essa mesma história, neste mesmo blog, do mesmo jeito que eu to me sentindo agora...


Eu fui buscar em dvd's antigos fotos desta época...


1 comentários:

J disse...

Idioooooootaaaaa me fez chorar já cedoooo!! Olha como eu sou burra! Aiiii Duhhhh q raiva de vc! Te amo imbecil! E veja q coisa eu já te amava em 2005 e eu sabia q vc seria meu amigo pra sempre, mas eu sou muito esperta mesmo! Então q venha 2015 e 2020 e 2025 e etc e estaremos juntos pq é sempre amor mesmo que mude!

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Sem comentários (extras) de minha parte, rs